« Voltar
Responsabilidade Social

A luta para proteger médicos e enfermeiros do Covid-19

PARCERIA ENTRE VEGUS E ENIAC PARA A FABRICAÇÃO E DOAÇÃO DE PROTETORES FACIAIS PARA OS PROFISSIONAIS DA SAÚDE

Diante de um cenário pandêmico, todas as atenções se voltam para o sistema de atendimento médico hospitalar. Acompanhamos, pelas capas dos jornais diários, pelas páginas dos portais de notícias, pelo rádio e pela televisão, dia após dia, os números de leitos disponíveis, a quantidade de ventiladores pulmonares, as pesquisas por medicamentos e vacinas, enfim, preocupações que ultrapassam as paredes dos centros médicos e acabam invadindo a rotina de toda a população.

 

Enquanto as campanhas de isolamento social buscam evitar que a pandemia ocasione a saturação dos hospitais, algumas medidas preventivas são tomadas para impedir o colapso do sistema, como a construção de novos leitos hospitalares e a fabricação e a distribuição de material médico para suprir o repentino aumento da demanda por equipamentos de proteção. Afinal, toda a rede de enfrentamento da pandemia depende de profissionais bem treinados, capacitados e protegidos para atuar no socorro à população. Médicos, enfermeiros, auxiliares, enfim, todo o corpo de colaboradores dos hospitais e das unidades de atendimento é, de fato, quem está no fronte dessa batalha.

 

“Independente dos procedimentos de higiene adotados, há ainda a necessidade das barreiras físicas de proteção, chamadas de equipamentos de proteção individual”, explica o Prof. Dr. Marcos Antonio Campoy, professor universitário e enfermeiro do Sistema de Atendimento Móvel de Urgência de São Paulo (o SAMU), “o uso da luva, dos óculos de proteção, da máscara apropriada (N-95) e dos escudos faciais é fundamentalmente importante no contato com pacientes, principalmente nos casos que necessitam de suporte respiratório mais invasivo”, explica o professor que também é especializado na formação de profissionais para o atendimento de saúde.

 

O procedimento de entubação para a instalação dos ventiladores pulmonares é um momento crítico para o atendimento médico, pois expõe os profissionais ao risco da aerossolização de partículas contaminadas – ou seja, a dispersão no ar de gotículas que podem conter o coronavírus ou até mesmo agentes infecciosos de outras doenças. “A única solução para a prevenção da contaminação dos trabalhadores é a utilização de todo o equipamento de proteção individual adequado, além dos procedimentos de higienização dos profissionais e do material utilizado”, conclui Marcos Antonio.

 

Na impossibilidade do sistema de saúde garantir a proteção de seus trabalhadores, ações da iniciativa privada surgem para auxiliar as instituições no combate ao Covid-19. Empresas, instituições de ensino e de filantropia têm se unido para o levantamento de doações e até mesmo para a fabricação de materiais de proteção para o abastecimento da rede de atendimento médico. É o caso da parceria entre a Vegus e o Centro Universitário Eniac, que juntos buscam fabricar 3000 escudos faciais que serão distribuídos pelas unidades de atendimento em Guarulhos e na Grande São Paulo.

 

Inovação e Ação Social

 

Através de Ricardo Martins, presidente da ONG Olhar de Bia, a Vegus teve contato com Ericka Scarlassare, pró-reitora do Centro Universitário Eniac e Presidente da Innovation, o braço de responsabilidade social da centro de ensino. Ericka então apresentou para a empresa o trabalho do Centro de Inovação Tecnológica de Guarulhos (CITIG), mantido pelo Eniac.

 

No combate à pandemia, o CITIG, através de seu Espaço Maker, têm fabricado escudos faciais e caixas protetoras para a entubação que são doados para hospitais e unidades básicas de saúde de Guarulhos. A ação tem recebido o apoio importante de empresas da cidade, entre elas a Vegus. “Nós, do ENIAC, sempre temos a porta aberta para a iniciativa privada, que é importantíssima no apoio de nossos programas de ensino e pesquisa, e agora tem sido fundamental para a realização de nossa ação”, destaca a pró-reitora.

 

Na direção do CITIG, o Prof. Dr. Sebastião Garcia Jr., engenheiro e professor universitário do núcleo de engenharia do Eniac, define o trabalho do centro de inovação em cinco frentes: os Face Shields (escudos faciais de proteção individual), o Aerobox (a caixa de proteção para entubação), conexões para possibilitar que um respirador pulmonar atenda dois pacientes, instrumentos para nebulização e fabricação de respiradores pulmonares. “Como temos uma linha de pesquisa para o desenvolvimento de respiradores em conjunto com a Universidade do Rio de Janeiro, da qual irá se originar em breve um modelo de respirador assim que obtivermos a homologação, resolvemos agir também em soluções mais imediatas diante da urgência da pandemia”, explica Sebastião Garcia.

 

Em março de 2020, em resposta à crise pandêmica, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicou uma resolução que dispôs sobre as normas a serem cumpridas para a fabricação de equipamentos individuais de proteção (RDC 356/2020). Em resumo, a resolução simplifica as exigências técnicas para a produção destes materiais, desde que a sua fabricação respeite as normas técnicas já exigidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

 

Foi então que o CITIG, já atento às possibilidades no apoio ao combate ao Covid-19, iniciou a produção dos escudos faciais e das caixas protetoras para a entubação de pacientes. O objetivo, até então, era fornecer estes equipamentos para hospitais e unidades de atendimento de Guarulhos. Com o apoio da Vegus, 1000 escudos faciais já foram fabricados e distribuídos pela cidade. Hospitais, Unidades Básicas de Saúde, o serviço funerário e delegacias receberam os primeiros EPIs. Agora, a Vegus acaba de anunciar a doação do valor para a fabricação de mais 1000 unidades que serão doadas para o Hospital do Rim, em São Paulo, que irá distribuir o material para toda a rede atendida pela Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM).

 

“A Vegus está nos ajudando muito na obtenção de material e recursos, que estão escassos neste momento, e está viabilizando a fabricação de um número ainda maior de protetores faciais que protegerão médicos e enfermeiros dos aerossóis durante a entubação de pacientes”, complementa o professor. “A fabricação dos protetores faciais é feita na máquina de corte a laser, pois buscamos a maior produtividade possível. Se o escudo facial fosse feito em nossa impressora 3D, levaria cerca de 30 minutos para ser concluído. Eu consigo fazer um protetor facial a cada 1 minuto e 25 segundos na máquina de corte a laser”.

 

Para conhecer o trabalho do CITIG e do Eniac, acesse a página oficial clicando aqui.

« Voltar

Newsletter